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domingo, 15 de novembro de 2009

Equipes: HF Squadra Corse (1963-1993)













O início da HF Squadra Corse se dá em 1963, com Ceasre Fiorio que preparava alguns Lancia Fulvia para ralis, mas no entanto, a marca não tinha intenção de tomar parte na competição. Mas a equipe de Fiorio começa a alcançar reultados e os outros membros da gerência da marca (Cesare era executivo nessa época) aceitam a proposta de colocar a Lancia nos ralis, e a partir de 1965, a HF passa a ser equipe semi-oficial, contratando engenheiros e pilotos aptos para desenvolver os Fulvia.
Nessa época contratam aquele que seria por longos anos a estrela da marca, Sandro Munari. Os Fulvia Coupé ganham uma versão esportiva, Coupé 1.3 HF (Hi-Fi - High Fidelity), e mais tarde seria rebatizado de Rallye. Contava com revisões importantes, motor com cilindrada aumentada (de 1.2 pra 1.3), partes em alumínio (reduzindo o peso do carro) e freios a disco nas quatro rodas. Em 1967 começam a ganhar destaque no cenário internacional, com vitórias na França com Sandro Munari e na Espanha com Ove Andersson. Em 1968, devido a um acidente grave na primeira prova do ano, o rali de Monte-Carlo, Munari fica fora de ação por seis meses e seu co-piloto, Luciano Lombardini falece.
No ano seguinte, a HF passa a ser a equipe oficial da Lancia nos ralis, e todos os modelos esportivos da marca passam a ostentar o simpático elefantinho vermelho, mascote da equipe, na carroceria como indicação de esportividade. Nesse mesmo ano a FIAT compra Lancia mas as coisas permanecem no mesmo lugar, e Harry Kallström se sagra campeão europeu de ralis, mas a concorrência é forte, Porsche, Alpine e Ford se mostram competitivas e o Fulvia Rallye HF ganha sua última evolução, passando de 1.3 para 1.6, mas começa a sentir o peso da concorrência. Mesmo perdendo terreno para os A110 1600, 911S e Cortinas, os pequenos Fulvias conesguiram manter a Lancia nos ralis (literalmente), e após um período de resultados fracos, em 1972 se sagram campeões internacionais de rali, além de inaugurarem os patrocínios nos ralis (tal como a Lotus o fez na F1 em 1968) com a Marlboro, mas a parceria durou até 1974. O ano de transição do pequeno Fulvia para o ambicioso Stratos HF que contava com desenvolvimento à 6 mãos, Lancia, Abarth e Ferrari participaram do projeto. Embora a ultima só como fornecedora do motor, que passou por uma problemática revisão pela Abarth (os caras de Turim ganharam a inimizade de Il Commendatore por tirarem mais potência da unidade Dino que a Ferrari conseguia). Aí entram no novo campeonato de ralis, o WRC, e em 1974 o Stratos HF mostra a que veio, dando para a Lancia 3 títulos seguidos de construtores (1974-1975-1976) nesse meio termo, enquanto o Stratos não tinha recebido a homologação, usaram uma versão de ralis do Beta Coupé, que embora fosse promissora, sempre era relegada a sombra do Stratos (tão verdade, que foi citada aqui após o Stratos =D).
Em 1977, a FIAT assume como marca principal e leva os principais pilotos e patrocínio principal , que era da companhia aérea Alitalia, mas a Lancia não se retira dos ralis, mesmo com o Stratos tendo dificuldade para acompanhar os carros do final da década de 1970, e a FIAT favorecendo claramente o 131 Abarth, os Lancia começaram a ficar cada vez mais em segundo plano até 1982, com a mudança de classificação dos carros pela FISA. Veio o primeiro carro homologado para o novo e veloz Grupo B, o Lancia 037, aquele que foi o último carro competitivo de tração traseira do Grupo B sendo campeão em 1983. Mas o 037 teve uma despedida trágica em 1985, durante o Tour de Corse daquele ano, o carro número 4, o Lancia 037 de Attilio Bettega sofre um violento acidente e morre, embora seu navegador Maurizio Perissinot escape, o mesmo faz voto de silêncio sobre o acontecido...e o mesmo faz a equipe. No final do ano, no rali inglês, estréia aquele que seria o maior carro de ralis de todo o Grupo B, e usando um motor extremamente complexo e eficaz...o Delta S4, com seu Abarth triflux, dotado de um sistema de sobrealimentação por compressor (que atuava em baixas rotações) e uma turbina (que entrava em altas rotações) sendo que a troca de um sistema por outro era sem lag!!! Tudo parecia promisor, mas novamente no Tour de Corse de 1986, o carro numeral 4, dessa vez o Lancia Delta S4 de Henri Toivonen, que sai da estrada e mergulha numa ravina, e o carro explode, matando a dupla. Esse acidente foi a gota d'água. Jean-Marie Balestre imediatamente ordena o cancelamento do Grupo B no final da temporada e muitas equipes abandonam a temporada imediatamente ao ser veiculada a notícia do acidente no parc fermè. Ao final do campeonato a Lancia e a Peugeot batalham até o fim, embora a última se torne campeã depois da anulação de resultados do rali de Sanremo (Itália). Com isso a FIA baniu ambém o Grupo S que substituiria o Gr. B, embora alguns fabricantes, incluindo a Lancia já possuíam carros prontos (no caso o Lancia ECV).
Em 1987, com carros sensivelmente menos potentes, a Lancia inscreve sua versão esportiva do hatch Delta, o Delta HF, e ganha seis títulos mundiais de construtores consecutivos (1987-1992). Após a temporada de 1993 e a ascenção da Toyota a Lancia resolve se retirar dos ralis...mantendo recordes que duram até os dias de hoje: 74 vitórias no WRC e 10 títulos mundiais de construtores, fazendo da Lancia HF a equipe de fábrica mais bem-sucedida nos ralis.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Carros de Competição: Lancia Beta

O Lancia Beta estreou nos ralies como reserva e escudeiro dos Stratos, foram usados por dois anos (1974 e 1975) pela Lancia. Estrearam em casa, no Rali de San Remo, de forma peculiar, um dos carros foi desclassificado porque a dupla (Simo Lampinen/John Davenport) perdeu a hora de início da prova, enquanto o outro carro conseguiu um quarto lugar com Shektar Mehta. O Beta se mostrou um carro promissor de rali, mas as atenções eram voltadas para o Stratos, e o simpático coupê era relegado a segundo plano. Em pouco mais de 1 ano de competições, o Beta chegou entre os dez primeiros nas provas em que participou. E além de ter sido um carro de tração dianteira que fazia frente aos modelos de tração traseiras, dominantes na época. O Beta participou em 1974 com duas versões, uma Gr.3 basicamente original, com motor de 8 válvulas, e outra melhorada, com especificações para o Gr.4, com motor 16v com cabeçote especial feito pela Abarth. Os modelos Gr.3 foram retirados devido a problemas de quebra de suspensão, e quebra da transmissão, no ano seguinte os problemas foram sanados e os carros foram feitos sob especificação do Gr.4. Com o domínio dos Stratos, a Lancia resolveu encerrar a carreira do Beta nos ralies, após 10 provas no WRC.

domingo, 14 de junho de 2009

Carros de Competição: Lancia ECV

Com a mudança de regulamento imposta pela FISA para o WRC em 1987, os carros seguiriam o padrão do Grupo S, veículos de competição, utilizando motores de no máximo 300HP e limite de no mínimo 10 carros para homologação. O ECV foi baseado no Delta S4, só que com uma carroceria mais curta e um motor turbo. Foi o primeiro carro de rally do Grupo S

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Carros de Competição: Lancia 037

O Lancia 037 foi o primeiro carro desenvolvido especialmente para o Grupo B, contava como muitos carros do período com tração traseira, pois o desempenho dos carros 4x4 ainda não era algo certo. Foi desenvolvido partindo do Beta Montecarlo, mas no final os dois carros tem muito poucas semelhanças. o 037 contava com motor preparado pela Abarth com 325 HP e um compressor. Mas com o tempo ficou obsoleto com relação aos carros com tração 4x4 e turbo. Mas usava alguns truques para continuar competitivo...como usar pneus de qualificação da F1 em provas de asfalto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas a vantagem tinha seu preço, eram obrigados a trocar de pneu durante os estágios. Se sagrou campeão em 1983, o único carro campeão do Grupo B sem usar tração 4x4, e motor turbo.

domingo, 1 de março de 2009

Carros de Competição: Lancia Stratos HF

Em 1970, no Salão de Turim, um carro-conceito de formas estranhas desenhado por Marcello Gandini e Gianpaolo Dallara, batizado de Bertone Stratos usando powertrain do Fulvia chamou a atenção do staff da Lancia, que viram nele um excelente carro esporte. Fora redesenhado, e ganhou três motores diferentes no decorrer do projeto, o motor do Lancia Fulvia, do Lancia Beta, e o definitivo, o Ferrari Dino V6 preparado pela Abarth. Esse último, gerou um certo desentendimento entre Fiorio (chefe da Lancia HF) e Enzo Ferrari, pois Enzo o considerava o motor mais potente e perfeito feito pela fábrica de Maranello. Enquanto seus "irmãos" de Turim conseguiram extrair mais cavalos (215 contra 195 CV do Dino 206), e Enzo exigiu que reduzissem a potência (pois um carro com motor Ferrari seria mais potente que o Ferrari mais potente da época). Com isso, a FIAT "pediu" para o pessoal da Abarth reduzir em 5 cavalos da potência original (do Dino 206). No ano seguinte, o Lancia Stratos era lançado no Salão de Turim, e em 1972, ele estréia no Gr.5 (protótipos) e participa até a temporada seguinte, pois a Lancia estava de olho na homologação para o Gr.4 (400 carros produzidos) e colocar o novo carro no WRC, onde foi bem-sucedido, se transformando em um dos maiores ícones da categoria, ganhando os títulos de 1974-1976 com Sandro Munari e Bjorn Waaldegard, foi substituído pelo FIAT 131 Abarth, e seu desenho marcante rendeu uma reestilização em 2005 pelo estúdio de design inglês Fenomenon, onde foram feitas versões retrô-moderna do modelo de corrida e de rua, além de aparecer na série Transformers como o Wheeljack.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carros de Competição: Lancia Fulvia HF

O Lancia Fulvia HF, baseado no Fulvia coupé, era uma versão mais forte, potente, e espartana desse modelo, idealizado para competições, contava com motor de 160HP, tração dianteira, e baixo peso (850kg), era mais estável e fácil de dirigir que os modelos rivais. Foi o primeiro dos elefantinhos vermelhos a despontar nos ralis ganhando com folga o campeonato internacional de 1972 e o WRC em 1974, iniciando o recorde de títulos da Lancia na competição (10 títulos). Os dois títulos foram conquistados pela dupla Munari/Mannuci. Embora cada um com uma versão diferente do Fulvia o Fanalone (1972, com faróis centrais grandes, da primeira geração) e o Fanalino (1974, com faróis centrais menores, da segunda geração). Foi substituído por outra lenda dos ralis, o Lancia Stratos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Carros de Competição: Lancia Delta S4

Voltando os carros de rally, o ano era 1984, e após sentir a defasagem do Lancia 037 perante aos Audi Quattro, e aos Peugeot 205 t16, o time de Turim, planeja o substituto, como os rivais estavam usando carros de grande produção para conseguir homologação rápida, a escolha foi pelo modelo popular da casa, o Lancia Delta, mas o S4 viria se tornar um dos maiores carros de competição de todos os tempos, em parte graças ao motor, Abarth Triflux, que foi o pioneiro no uso de um compressor casado com uma turbina, ao contrário dos outros carros do Gr.B que usavam motores turbocharged, e do Rover Metro 6R4, que usava uma unidade aspirada. o sistema do Triflux, era complexo mas se mostrou bastante eficaz, e bastante veloz. O motor se comportava como supercharged em baixas rotações e ao passar para altas rotações, uma válvula mudava para turbocharged, eliminando de vez o turbo-lag, tão normal nos carros de competição com turbina. Venceu na estréia, o RAC Rally (Grã-Bretanha), mostrando que daria trabalho aos Audi e Peugeot reinantes. No ano seguinte, o fatídico ano para o rally, começou promissor pra equipe, mas na quinta etapa, o Tour de Corse (França), Henri Toivonen, passa reto em um hairpin e cai em uma ravina, o carro explode matando a dupla Toivonen/Cresto. Com isso, a FISA decide banir o Gr.B no final do ano. E a equipe é reforçada com Massimo "Miki" Biasion, e lutam até o final pelo campeonato, mas por uma decisão da Federação de cancelar a última etapa, o Olympus Rally (EUA), a Peugeot, mesmo desclassificada, leva o caneco. Tornando o Lancia Delta S4 o único Elefantino Rosso sem título de campeão.
Outro fato interessante, foi um teste em Estoril, antes do GP de Portugal, onde um Lancia Delta S4 cravou 1:18.1, tempo bastante rápido para um carro de rally, comparando com a pole-position de Ayrton Senna para a corrida, que foi 1:16.7, ou seja 1.4 segundo de diferença entre ele e um carro de Fórmula 1!!!!!