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domingo, 8 de novembro de 2009

Equipes: Toyota Team Europe (1975-1995/1998-1999)












A Toyota começou nos ralis de forma discreta, inicialmente de forma semi-oficial, através de importadores europeus que junto do piloto Ove Andresson, que tinha criado a Andersson Motorsport, onde com o apoio japonês começam a usar o Toyota Celica 1600GT, e logo se mostraram competitivos, ganhando o Press-On-Regardless de 1973 com Walter Boyce, mas ainda não eram equipe oficial, a Toyota só assumiu a equipe em 1975, quando moveram todo o operacional da Suécia para Bruxelas, e lançaram o Toyota Corolla 2000GT, no mesmo ano vencem com Hannu Mikola o 1000 Lakes (Finlândia) com um Corolla.

Inicialmente a marca queria colocar os Celica para correr, pois era o modelo esportivo, mas a equipe preferiu o Corolla. No início sofreram um pouco com orçamento apertado e desempenho limitado, além de problemas de homologação do motor 16v (algo que aconteceu com muitos fabricantes), mas foram conseguindo resultados pouco a pouco, em 1979 ocorre outra mudança de endereço, foram pra Colônia, na Toyota Allee, endereço que ocupa até hoje!!
Vencem o campeonato francês de ralis com Jean Luc Thérier duas vezes (1979-1980) e o campeonato alemão (1980). Nessa época, o Celica 2000GT é substituído pelo Celica Twin Cam Turbo, que estabelece o favoritismo da marca nos ralis africanos, e o Celica 2000GT se despede com uma vitória na Nova Zelândia, com Bjorn Waldegaard. Já no Grupo B, a Toyota vence quase todas as provas africanas (Safari e Costa do Marfim) entre 1983-1986: Rally Safari (Quênia) em 1984, 1985 e 1986; e Rali Bandama (Costa do Marfim) em 1983, 1985, 1986. Com Bjorn Waldergaard foram 4 (Safari 1984 e 1986 e Bandama 1983 e 1986, as outras duas foram com Juha Kankkunen.

Em 1987, com o fim do Grupo B, a Toyota não tinha uma carro para o Gr.A, então resolveram usar os Supra até terem um carro desenvolvido para isso, o que ocorreu no ano seguinte, com o retorno do Celica, agora na versão GT4, que vence sua primeira corrida somente na temporada seguinte com Kankkunen (Austrália 1989), mas em 1990 a equipe vence o mundial de pilotos com Carlos Sainz que venceu 4 provas no ano (Grécia, Nova Zelândia, Finlândia e Inglaterra) a outra vitória do ano veio com Waldegaard no Quênia. No ano seguinte, mais vitórias (Mônaco, Portugal, Argentina, Espanha, França e Nova Zelândia) mas ficam com o vice campeonato de Construtores e Sainz se sagra mais uma vez campeão. Em 1992, lançam o Celica Turbo 4WD que ganha na estréia (Mônaco) e mais 3 (Nova Zelândia, Espanha e Inglaterra) e o GT4 ganha a sua última na Suécia, e é aposentado.

1993, a Toyota consegue seu primeiro título mundial de construtores com 7 vitórias (Mônaco, Suécia, Quênia, Argentina, Austrália, Finlândia e Inglatera) e dessa vez o campeão de Construtores é Kankkunen, e nesse ano a Toyota assume controle total do que restava da Andersson Motorsport, e forma a Toyota Motorsport. No ano seguinte repetem a façanha, dessa vez com 5 vitórias (Portugal, Quênia, França, Argentina e Itália) e com Didier Auriol como piloto campeão. Em Sanremo (Itália) estréia o susbtituto do Turbo 4WD, o controverso GT-Four onde vence somente duas provas dessa vez (Quênia e França), porém ao final da temporada, dureante uma inspeção da FIA, a Toyota é banida do WRC por 1 ano, por usar uma turbina irregular (havia uma passagem secreta que ao girar o rotor aumentava o fluxo de ar na turbina). e abandona a categoria, nesse tempo fora, ganha o campeonato europeu de ralis de 1996. No ano seguinte, se tornam a primeira equipe de automobilismo a receber ISO 9001 por sua qualidade das operações. em 1998, após Ove Andersson convencer a diretoria japonesa a não desistir dos ralis, a Toyota retorna ao WRC, dessa vez com um antigo favorito de Andersson...o Corolla! com o know how adiquirido fizeram um carro ágil, pequeno e de fácil manutenção, no mesmo período a Toyota Motorsport cria o Toyota GT-One, e participa das 24H de Le Mans em 1998 e 1999. O Corola WRC se mostra um bom carro, com três vitórias (Mônaco, Espanha e Nova Zelândia) e uma dramática batalha no campeonato de pilotos, onde Sainz perde o título a 50 metros da última especial do último rali de 1998 (Inglaterra) por causa de falha no motor, no endurance o GT-One fica em 9º geral em Le Mans.1999 marca a despedida da TTE, embora marque uma única vitória (e sua última) no WRC na China, a TTE se sagra campeã de construtores, e no endurance após uma árdua batalha com os BMW V12 LMR acabam perdendo a liderança e a prova nos momentos finais por conta de um pneu furado, mas venceu na classe (GTP). No final de 1999 a TTE anuncia sua mudança de direção, e os programas de WRC e endurance são suspensos, e a Toyota Team Europe vira Toyota F1.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Carros de Competição: Toyota Celica 2000GT



Em 1972, inspirada pelo sucesso dos Nissan/Datsun 240Z nos ralis, a Toyota junto com Ove Andersson resolvem entrar na competição e preparam alguns Celica 1600GT que viajavam do Japão para a Europa para as provas...No ano seguinte, a equipe, inicialmente chamada de Andersson Motorsport é fundada na Suécia, onde os carros passaram a ser baseados. Nessa época, o Celica ganha a sua primeira versão de ralis, o 2000GT, com motor revisado, com cabeçote de 16 válvulas (curiosidade, os cabeçotes eram feitos pela Yamaha) e potência na casa dos 240 HP, nesse mesmo ano, uma nova mudança de endereço, saem de Uppsala, na Suécia e se mudam pra Bruxelas, além de alcançarem a primeira vitória, o Rally dos Estados Unidos de 1973 com Walter Boyce. Em 1975, vieram novos tempos, a Toyota assume o controle da equipe, e a nova geração do Celica entra nas pistas, e ganham o 1000 Lakes (Finlândia) com Hannu Mikola, a primeira vitória como equipe oficial. O Celica 2000GT foi bastante competitivo durante o tempo em que correu (entre 1973 e 1982) ganhando os campeonatos Francês (1979-1980) e Alemão (1980) além de se dispedir com uma vitória no Motogard Rally (Nova Zelândia) em 1982. Quando foi substituído pelo Toyota Celica TCT

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Carros de Competição: Protótipo Fischer

Assim como o simpático Bi-bip, o Fischer é um dos protótipos mais queridos do Rally dos Sertões. O simpático modelo, foi idealizado por Valério Valente, piloto do carro e chefe de equipe da Equipe Fischer de Rally. A carroceria foi feita com base na do Ford 34 em fibra, mas mecanicamente é uma Toyota Hilux preparada pra competição Cross-Country. Inicialmente a idéia era usar uma carroceria da Ford F-100, mas escolheram o Ford 34 por ter a mesma distância entre-eixos da Hilux. O resultado não foi nada mal...um calhambeque Turbodiesel de 153HP e tração 4x4.

fonte: Revista 4x4 e cia número 77 (Dez/99) e Fischer Freios

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Carros de Competição: Toyota Celica GT-Four

O Toyota Celica GT-Four, foi o primeiro carro japonês a ter sucesso nos ralis, não apenas ganhar na classe, ou em algumas provas, mas ser um carro campeão...passos seguidos no WRC pela Mitsubishi (Ralliart) e pela Subaru (Prodrive) anos mais tarde. O carro estreou nos ralis em 1988, no ano seguinte já conseguia sua primeira vitória, além de ter feito Carlos Sainz (1990, 1992), Juha Kankkunen (1993) e Didier Auriol (1994) campeões mundiais, e fazer da Toyota bi-campeã consecutiva (1993-94) nos construtores. O GT-Four teve três gerações, o ST165, baseado no Celica de 4ª geração, com motor 3S-GTE e foram fabricados entre 1986-1989; o ST185, o mais vitorioso em competições e o mais famoso, com uma versão melhorada do motor e uma nova transmissão 4x4, foi fabricado entre 1989-1993, e o ST205, fabricado entre 1994-1999, foi o último Celica a competir, embora tenha ficado 2 anos no WRC, foi responsável pela suspensão de 1 ano da Toyota na categoria, devido a irregularidades no restritor de ar da turbina, mas se despediu com o título do Campeonato Europeu de Ralis em 1996.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Carros de Competição: Toyota MR2 222D

Mesmo tendo um carro robusto em provas duras, a TTE (Toyota Team Europe) estava insatisfeita com o desempenho do Toyota Celica TA64, e começou a desenvolver um substituto, o projeto 222D. Um Toyota MR2 de primeira geração, com uma versão de 600 HP do motor 4T-GTE, mesmo usado no Celica TA64, câmbio Xtrac, e tração 4x4. Também já trabalhavam com especificações do futuro Grupo S. Criaram três protótipos, um com motor transversal e tração traseira, e dois com motor longitudinal e um desses tinha tração traseira, e o outro tração 4x4. Infelizmente foi mais um que não passou de protótipo...uma pena

domingo, 5 de abril de 2009

Carros de Competição: Toyota Celica TA64

O Toyota Celica TA64 (também conhecido como Twin-Cam Turbo), era um projeto da TTE (Toyota Team Europe, atual Toyota Racing) para o WRC. O carro era bastante robusto, simples de manter, mas contava com layout clássico de carros de rali (motor dianteiro e tração traseira). Seu motor derivava do Celica GT-E, e na versão Grupo B evoluiu de 290 até 370 HP de potência. Era um carro promissor, estreou no 1000 Lakes de 1983 com um sexto lugar, mas achou seu lugar nas provas africanas, onde faturou suas 6 vitórias (três Safari consecutivos, 1984-86 e três vezes o Rally da Costa do Marfim). Mas nas etapas européias fica sempre devendo para seus concorrentes, onde a falta de tração 4x4, motor central e entre-eixos curto faziam diferença.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Jipes: Toyota Land Cruiser/Bandeirante

O Toyota Land Cruiser começou com um projeto baseado no Bantam GP durante a Segunda Guerra, quando os japoneses utilizaram de engenharia reversa para desenvolver o AK10, um modelo semelhante aos modelos americanos (Bantam GP/Willys MB/ Ford GPW) em capacidade de carga. Mas na década de 1950 a Toyota construiu um modelo com base nas especificações do Jeep americano para a Guerra da Coréia, surgiu o Toyota Jeep BJ que era maior que o Jeep e mais potente, mas era só como veículo militar e da Polícia. Em 1953 a produção do modelo civil começou, e no ano seguinte ganhou o nome de Land Cruiser. Em 1958 começou a produção do Land Cruiser FJ25 no Brasil, sendo o primeiro a ser produzido fora do Japão. Em 1960, o FJ40 fabricado no Brasil passou a ser chamado de Bandeirante e sendo construído até 2003.
Enquanto isso o Land Cruiser seguia sua evolução, a série 50 nos anos 70/80, a 60 entre 1980-1990, até a nona e atual geração (a 200) lançada esse ano. É um dos mais importantes fora-de-estrada da história, junto com o Jeep e o Land Rover, com um currículo de competições variadas.